Cultura
Miacena ocupa praças e ruas de São Paulo com espetáculos culturais
Cultura
A segunda edição da Miacena, a Mostra Internacional de Artes Cênicas em Espaços Não Convencionais, segue até o próximo sábado, dia 1º de novembro, na capital paulista, com uma programação totalmente gratuita. O festival ocupa praças, museus, bares e ruas da cidade, com mais de 40 apresentações nacionais e internacionais. 

O idealizador da Miacena, André Acioli, explica que o evento surgiu da vontade de proporcionar uma conexão maior entre artistas e público.
“Às vezes o público diz que o teatro não é pra ele, ou que é de difícil acesso… então a gente falou aquela frase máxima que é ‘o artista vai aonde o povo está”, então vamos atrás do povo. Começamos nesse pensamento do marco zero, de dentro pra fora, mas com essa conexão de sempre expandindo para um dia, quem sabe, a gente consiga fazer uma mostra que consiga atender a todas as regiões de São Paulo”.
A programação reúne espetáculos de teatro, dança, circo e performance de cinco estados brasileiros e de países como Portugal, França e Argentina. A mostra também oferece ações formativas que pensam a sustentabilidade e a valorização do trabalho de quem atua nas artes.
Até sábado, ainda acontecem 15 atividades. André Acioli destacou as atrações do último dia da Miacena.
Entre os locais que recebem as atividades estão o Instituto Brasileiro de Teatro, o Centro Cultural Banco do Brasil, o Teatro Cultura Artística e as ruas do centro. Todas as atrações são gratuitas e para as atividades em locais fechados os ingressos são distribuídos uma hora antes do espetáculo. Mais detalhes no site miacena.com.
Cultura
Coleção Ingá revela a pluralidade da arte e da cultura brasileira
A vasta identidade cultural brasileira, expressa por diferentes temas, como a fé e a vida cotidiana, é apresentada na exposição “Coleção Ingá: Brasil plural”, em cartaz no Centro Cultural Justiça Federal, no centro do Rio de Janeiro.

A mostra reúne uma seleção de cerca de 200 obras do acervo do Museu de História e Artes do Estado do Rio de Janeiro, o Museu do Ingá, localizado em Niterói, região metropolitana do Rio. A instituição conta com mais de 10 mil itens, de diferentes épocas.
São exibidos artefatos dos povos originários, registros de artistas viajantes, experimentações modernas, expressões de matrizes populares e registros de sincretismos e resistências, em diferentes formatos, como pinturas, esculturas, gravuras e objetos dos séculos 19 e 20.
Os trabalhos contam com a assinatura de nomes fundamentais da arte brasileira, como destaca Marcus Lontra, um dos curadores do projeto.
“Nomes como o Cícero Dias, Di Cavalcanti, Portinari, Caribé, apresentam trabalhos de grande destaque, de grande importância na coleção, formando um painel bem significativo da produção da arte moderna no Brasil”.
Marcus Lontra conta mais sobre o trabalho de curadoria da mostra.
“A proposta curatorial reside exatamente nessa ideia de se valorizar a pluralidade brasileira. Quer dizer, para um país de dimensões continentais como o Brasil, com uma riqueza étnica e cultural gigantesca, a mostra procura revelar essas variáveis, essas várias possibilidades de se ver e interpretar o Brasil. Isso foi o que guiou os trabalhos da curadoria”.
O Museu do Ingá engloba oito acervos de diferentes fontes e naturezas, com destaque para a antiga Coleção Banerj, a Coleção de Arte Popular e a Coleção do governador Ernani do Amaral Peixoto. O curador explica como a exposição reflete a diversidade do museu.
“A mostra, ela caracteriza essa pluralidade também da coleção com obras de matriz popular, obras em gravura, metal, estilo, como Oswaldo Goeldi e outros artistas bem conhecidos e também os grandes painéis que compõem a coleção Banerj. A mostra então procurou apresentar esse painel das várias coleções que compõem a grande coleção do Museu do Ingá”.
A exposição Coleção Ingá: Brasil plural ocupa dois andares do Centro Cultural Justiça Federal, divididos em seis núcleos, como Essa Gente Brasileira, que reúne obras sobre pertencimento e identidade nacional, e Matriz Popular, dedicado às produções artísticas do povo brasileiro.
A temporada vai até o dia 27 de setembro, com entrada franca!
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