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Saúde

Governo lança fórum para fortalecer políticas de saúde da mulher

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, lançaram nesta terça-feira (28), em Brasília, o Fórum de Mulheres na Saúde.

O espaço será de debate permanente e de construção coletiva de políticas públicas voltadas às mulheres por meio da participação social no Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa tem o objetivo de promover a saúde integral das mulheres.

O Ministério da Saúde destaca que a criação do fórum reforça o compromisso do governo federal com a equidade de gênero e com a valorização da presença feminina no SUS.

Na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, explicou que a saúde da mulher é prioridade da pasta.

“Quem mais usa o SUS são as mulheres, seja para fazer o seu cuidado próprio ou, muitas vezes, para acompanhar o filho, o marido, pai, o avô. Elas são a maioria dos profissionais [de saúde] também. No SUS, 75% dos profissionais são mulheres. Na saúde, como um todo, na saúde pública e privada, 65% são mulheres. Então, tem que ser uma prioridade absoluta.”

 


Brasília (DF), 28/10/2025 - O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, durante o lançamento do Fórum de Mulheres na Saúde, espaço permanente para debater e fortalecer políticas públicas de saúde para as mulheres. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, durante o lançamento do Fórum de Mulheres na Saúde – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A iniciativa tem o objetivo de garantir que as políticas públicas atendam às reais necessidades das mulheres brasileiras. Por isso, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, destacou que a criação do fórum, com a representação de diversos segmentos sociais, pode contribuir para a construção de políticas públicas voltadas às mulheres.

“Nós temos nos estados e nos municípios grupos, movimentos, entidades, autoridades públicas ou lideranças públicas e comunitárias que conhecem a realidade local e que têm respostas para ela.”

Apoiadoras

Presente ao evento, a esposa do vice-presidente Geraldo Alckmin, Lu Alckmin, destacou a importância do processo “de escuta e diálogo para valorizar as vozes femininas”.

A ativista, empresária e ex-modelo Luiza Brunet definiu o fórum como um importante canal de comunicação com ministros, deputados e outras pessoas que podem contribuir para validar as vozes das mulheres.

“Além de tomar conta das nossas mulheres, temos também que educar os maridos para que eles possam confiar nas suas mulheres, para que elas possam ter uma saúde mental e física compatível com que a gente precisa. Porque, quando a mulher é cuidada, ela é uma mulher que sofre menos violência.”

A assistente social Elisandra Martins de Freitas, conhecida como MC Lis da Batalha das Gurias, representante do movimento hip-hop, reivindicou atenção à saúde mental e que sejam consideradas as sugestões dos movimentos sociais já existentes.

“A gente não precisa reinventar a roda para encontrar as potencialidades do território. Uma sugestão para o fórum é buscar saber quais são os movimentos que já acontecem no território e que são oportunos para poder somar em todo esse processo”, sugeriu.

A representante do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) no Distrito Federal, Aline Sousa, destacou que 80% da força de trabalho do setor são compostos por mulheres e que 72% delas são negras.

Ela destacou a importância da reciclagem de materiais para a saúde pública e avaliou que o segmento tem muito a contribuir no novo fórum. “Muitas vezes, os catadores não têm essa consciência porque estamos atrás apenas da sobrevivência. Mas a gente sabe, tem as novas gerações de catadores e vão conscientizando as antigas sobre o nosso impacto, que é bem maior do que garantir a renda.”

Fórum de Mulheres na Saúde

Coordenado pelo Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério das Mulheres, o Fórum de Mulheres na Saúde terá caráter consultivo e propositivo.

Será debatidos temas relacionados à saúde das mulheres, como saúde sexual e reprodutiva, atenção ao parto e pós-parto, menopausa, saúde menstrual, violência de gênero, saúde mental e prevenção do câncer.

A primeira reunião está marcada para janeiro de 2026.

Saúde da mulher

A secretária de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde, Ana Luiza Caldas, listou um conjunto de ações do governo federal para promoção dos direitos das mulheres e ampliação do acesso à saúde.

Entre elas, o Programa Dignidade Menstrual, criado em 2024, que já beneficia 3,7 milhões de mulheres e meninas com a distribuição gratuita de 392 milhões de absorventes higiênicos, em um investimento superior a R$ 195 milhões.

Outras políticas estratégicas citadas incluem a Rede Alyne, que destina R$ 1,2 bilhão à atenção materna e infantil, e os espaços conhecidos como Sala Lilás, voltados ao acolhimento de mulheres vítimas de violência.

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Anvisa atualiza limites de cúrcuma em suplementos alimentares

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) atualizou nesta quarta-feira (22) as regras para suplementos alimentares com cúrcuma, também conhecida como açafrão.

Publicada no Diário Oficial da União, a instrução normativa ajusta os limites de uso da substância e aprimora rótulos, para proteger consumidores de riscos à saúde.

Em nota, a Anvisa informou que a atualização foi motivada após a identificação, no cenário do monitoramento pós-mercado, de possível risco de danos ao fígado associado ao uso de suplementos e medicamentos com cúrcuma. 

Em março, a agência chegou a publicar um alerta de farmacovigilância, para advertir pessoas que fazem uso dos produtos a respeito dos riscos.

A Anvisa esclareceu, na época, que o risco de toxicidade não está relacionado ao uso da cúrcuma para o preparo de alimentos no dia a dia. O alerta envolvia apenas medicamentos e suplementos, nos quais as concentrações são maiores.

O alerta se baseou em avaliações internacionais que identificaram casos suspeitos de intoxicação hepática em pessoas que utilizaram produtos com cúrcuma ou curcuminoides.

“O problema está associado especialmente a formulações e tecnologias que promovem um aumento na absorção da curcumina em níveis muito acima do consumo normal”, destacou a Anvisa.

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Confira as três principais atualizações

  • Inclusão obrigatória da seguinte advertência na rotulagem dos suplementos: “Este produto não deve ser consumido por gestantes, lactantes, crianças, pessoas com doenças hepáticas, biliares ou com úlceras gástricas. Pessoas com enfermidades e/ou sob o uso de medicamentos, consulte seu médico.”
  • Os limites de consumo da curcumina devem ser calculados pela soma de seus três principais componentes (curcuminoides totais).
  • Inclusão dos tetraidrocurcuminoides na lista de ingredientes permitidos, com restrição de mistura desse novo componente com o extrato natural da planta no mesmo produto, para evitar sobrecarga da substância no organismo.

Fonte: EBC Saúde

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