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Agricultura

Tempestades no Sul e seca no Nordeste desafiam o plantio da safra

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O campo brasileiro enfrenta um cenário desafiador neste período de plantio: há regiões sob risco de tempestades severas e outras ainda impactadas pela seca persistente, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e organismos estaduais. A situação, que afeta as principais cadeias produtivas, exige agilidade dos produtores para ajustar o manejo diante das previsões atualizadas de tempo — fundamentais para garantir o ritmo da safra.

Sul e Centro-Oeste sob alerta vermelho de tempestades
O INMET alerta para chuvas intensas e ventos que podem ultrapassar 100 km/h em estados como Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, além de risco de granizo e acumulados superiores a 100 mm em pontos localizados. Uma frente fria intensa avança pelo território, promovendo instabilidades severas e interrompendo operações mecanizadas. Autoridades de defesa civil recomendam atenção redobrada às atividades de campo, diante dos riscos de alagamentos, erosão e perdas causadas pelo excesso de chuva.​

Sudeste com previsão de pancadas isoladas e tempestades localizadas
No Sudeste, o INMET emitiu novos avisos para tempestades entre o interior de São Paulo e o Espírito Santo. Em 53 cidades capixabas, há potencial para chuvas acima de 60 mm, inclusive com transtornos urbanos. No noroeste de Minas, a previsão é de pancadas rápidas, alternando períodos de tempo seco e chuvas pontuais ao longo da semana.​

Nordeste e Matopiba: seca persiste e aumenta risco de incêndios
O Nordeste, segundo o INMET, mantém grandes áreas sob alerta devido à baixa umidade relativa do ar, com valores em torno de 20% no interior e risco elevado de incêndios rurais e doenças respiratórias. Apenas o sul e o Recôncavo Baiano devem registrar chuvas recorrentes, com acumulados em torno de 50 mm em pontos centrais.​

Norte com instabilidades localizadas
A Região Norte terá instabilidades principalmente no Amazonas e sudoeste do Pará, com volumes de chuvas que localmente podem superar 150 mm. Entretanto, extensas áreas do Amapá, Tocantins e norte do Pará devem seguir com acumulados muito abaixo do normal, inferior a 10 mm, mantendo o solo seco.​

Produtores ajustam o manejo diante do clima imprevisível
A irregularidade dos volumes pluviométricos, comum nesta transição de primavera, impõe desafios práticos — como reprogramação do plantio, manejo fitossanitário e proteção dos cultivos. A recomendação dos órgãos meteorológicos é investir em monitoramento permanente e estratégias de manejo direto para minimizar perdas.

Fonte: Pensar Agro

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Agro avança, supera mineração e reforça peso nas exportações

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O agronegócio de Minas Gerais ganhou protagonismo nas exportações e já supera a mineração na pauta externa do Estado, consolidando uma mudança estrutural na economia mineira. O avanço ocorre em um cenário de crescimento consistente do setor no Brasil, que movimenta cerca de R$ 3,79 trilhões e segue como um dos pilares da atividade econômica nacional.

O desempenho reflete uma combinação de escala produtiva, diversidade e avanço tecnológico no campo. O Estado ocupa posições de destaque em diversas cadeias: lidera a produção nacional de café e leite, além de figurar entre os maiores produtores de alho, morango e batata. Também aparece na segunda posição na produção de laranja e de peixes, sustentado por uma pecuária diversificada, com presença relevante na suinocultura e na avicultura.

Além da produção primária, o Estado tem ampliado a participação de produtos com maior valor agregado. Itens como queijos artesanais, cachaça, azeites, vinhos e embutidos têm ganhado espaço, fortalecendo a renda no campo e ampliando mercados. Esses produtos carregam identidade regional e agregam valor à produção, o que é fundamental para o produtor.

O desempenho recente também está ligado ao avanço tecnológico no campo. A adoção de técnicas de manejo mais eficientes, melhoramento genético e uso mais racional de insumos tem elevado a produtividade das lavouras e da pecuária.

A irrigação tem papel central nesse processo ao reduzir a dependência do regime de chuvas e dar mais previsibilidade à produção. A tecnologia permite estabilidade e ganho de produtividade, o que é essencial para manter competitividade.

Instituições de pesquisa e assistência técnica têm papel decisivo nesse avanço. Organizações como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) e a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG).atuam na difusão de tecnologia e no suporte direto ao produtor, já que sem pesquisa e assistência técnica, não há ganho de produtividade. O que sustenta o agro mineiro hoje é esse conjunto de inovação chegando ao campo.

Outro fator relevante é o peso da agricultura familiar, que amplia a base produtiva e contribui para a diversificação. Em Minas, pequenos e médios produtores têm participação expressiva, especialmente em cadeias como leite, café e hortifruticultura.

A presença desses produtores, associada à oferta de assistência técnica e programas de capacitação, fortalece o tecido produtivo e amplia a geração de renda no interior.

O avanço do agronegócio sobre a mineração na pauta de exportações sinaliza uma mudança importante no perfil econômico do Estado. Mais diversificado e menos dependente de commodities minerais, Minas consolida o campo como um dos principais motores de crescimento.

A perspectiva, segundo o setor, é de continuidade desse movimento, com ganho de competitividade, expansão de mercados e maior agregação de valor à produção.

Fonte: Pensar Agro

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