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ZPE de Cáceres está pronta, diz presidente da ABRAZPE Helson Braga ao anunciar grupo empresarial disposto a se instalar na área

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O seminário tem como objetivo apresentar o funcionamento do modelo de ZPE e os potenciais de negócios – Foto por: Assessoria/Sedec

Sinézio Alcântara – Expressão Notícias

Um grupo empresarial ligado a produtos e serviços deve se instalar, nos próximos meses, na área da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Mato Grosso, instalada em Cáceres. O anúncio foi feito, na manhã desta quinta-feira (15) pelo presidente da Associação Brasileira das Zonas de Processamento de Exportação (ABRAZPE) Helson Braga.

 

“É uma virada de chave. Fizemos o dever de casa. Colocamos o nosso projeto na pista. A ZPE de Cáceres está pronta. A nossa expectativa é para que os empresários se instalem na ZPE” afirmou assinalando que “um grupo pesado de empresas deve se instalar na área nos próximos meses. Eles tem pressa. Por isso devem se instalar antes do final do ano” explicou.

 

Braga se reuniu na manhã de hoje, na sede da ZPE em Cáceres, com o presidente da Associação da Zona de Processamento de Exportação (AZPEC), Francis Maris Cruz, após participarem na quarta-feira (14) do Seminário “Oportunidades e Vantagens da ZPE de Cáceres” promovida pela AZPEC no auditório da Fiemt, em Cuiabá.

 

O presidente da ABRAZPE fez questão de ressaltar ainda que “A ZPE é um instrumento poderoso de desenvolvimento regional/nacional, oferecendo incentivos para que as empresas se instalem e se expandam criando postos de trabalho” E, que “a operacionalidade da ZPE reafirma o compromisso do governo federal em apoiar a instalação do projeto”.

Helson Braga enfatizou que a gestão empresarial da ZPE na liderança do empresário Francis Maris está viabilizando o avanço do projeto. “A gestão empresarial com o Francis facilita o entendimento. É o empresário falando com o empresário”.

 

Gargalo

             Gargalo que ainda pode dificultar a operacionalidade da ZPE, a falta de energia elétrica necessária para atender a demanda, já está sendo solucionada, conforme o presidente da AZPEC. Francis informou que a direção da Energisa, empresa responsável pelo fornecimento de energia elétrica em Mato Grosso se comprometeu em resolver o problema.

 

“O presidente da Energisa nos garantiu que assim que as empresas começarem a se instalar na ZPE o consumo de energia elétrica será solucionado. A proposta será a instalação de um “Linhão” da “Cachoeira da Fumaça” até a sede da ZPE para que as empresas sejam atendidas de forma suficiente”.

 

O que é ZPE?

As Zonas de Processamento de Exportação são áreas de livre comércio com o exterior, destinadas à instalação de empresas voltadas predominantemente à produção de bens para exportação, com tratamento tributário, cambial e administrativo específico, conforme a legislação aplicável.

 

Na prática, o debate sobre a ZPE de Cáceres envolve questões decisivas para o futuro industrial do estado: como atrair empresas, ampliar a capacidade de processamento da produção local, fortalecer cadeias produtivas e criar condições para que Mato Grosso conquiste novos espaços no mercado internacional. A ZPE ficou pronta, ano passado, e foi uma das prioridades na gestão do ex-governador e senador eleito Mauro Mendes.

Áudio da entrevista:

Helson Cavalcante Braga

Helson Cavalcante Braga é presidente da Abrazpe (Associação Brasileira de Zonas de Processamento de Exportação). É pós-doutorado em Economia, pela Universidade de Chicago, EUA, doutor em Economia pela Fundação Getúlio Vargas e professor livre docente da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Coordenou o apoio técnico e a mobilização política que permitiram a aprovação da nova lei das ZPEs e a retomada do Programa.

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O fundador do Grupo Cometa inaugura no dia 19 de outubro a loja que coroa um sonho plantado na fronteira Brasil-Bolívia há mais de uma década

Por: Zakinews

À frente do Pantanal Free Shop está um nome que Cáceres conhece muito: Francis Maris Cruz, prefeito do município por dois mandatos, entre 2013 e 2020, e também fundador do Grupo Cometa, conglomerado que começou numa modesta loja de autopeças e se transformou em um dos maiores grupos empresariais do interior do Brasil — das concessionárias de veículos Hyundai e Volkswagen e das motos Honda, que hoje colocam cerca de 3.400 motos nas ruas a cada mês, ao agronegócio e a outros negócios espalhados por 5 estados (MT, MS, RO, AM e PA) e 358 municípios.

A história de Francis tem a marca das grandes trajetórias do empreendedorismo brasileiro. A renda da família vinha de pequenos negócios, a mãe fazia coxinhas e pastéis para vender, e chegou a tocar um bar em uma época em que não havia água encanada nem energia elétrica regular, a geladeira funcionava a querosene. Foi nesse cenário que, em 1973, ele abriu a Auto Peças Cometa, em Mirassol D’Oeste, o nome que batiza o grupo até hoje. Sem experiência, sem crédito e sem fornecedores, como ele mesmo resume aquele início, Francis construiu o império tijolo por tijolo. A primeira concessionária Honda surgiu em Vilhena (RO), em meados dos anos 80, e depois vieram Cáceres, Ji-Paraná e dezenas de outras cidades do Norte e Centro-Oeste, inclusive com formatos reduzidos para atender municípios pequenos, onde a rede envia mecânicos periodicamente.

É justamente esse empresário que, em 2013, no primeiro ano de sua gestão à frente da Prefeitura de Cáceres, colocou na pauta do 1º Encontro do Comitê de Integração Fronteiriça Cáceres-San Matías a proposta de buscar o estudo para transformar as duas cidades em gêmeas. Segundo relata, ainda naquele primeiro mandato articulou a participação da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) para demonstrar os vínculos econômicos, culturais e sociais do município de Cáceres com a cidade de San Matías (Bolívia), trabalho liderado pela saudosa professora Maria do Socorro Araújo e que, anos mais tarde, subsidiou o parecer técnico do Ipea e o enquadramento necessário para o reconhecimento de Cáceres como a 33ª cidade gêmea do Brasil.

O Pantanal Free Shop, que será inaugurado na próxima segunda-feira (19), recebeu investimento superior a R$ 20 milhões e ocupa uma área de 590 metros quadrados, com mais de 40 empregos diretos em vendas, estoque, administração e segurança. Serão 12 linhas de produtos, entre elas perfumes, cosméticos, bebidas, roupas, calçados, eletrônicos, alimentos, relógios, óculos, suplementos e itens de pesca. Essa última categoria não foi por acaso: “Vamos ter uma demanda muito grande para material de pesca porque estamos aqui no Pantanal”, antecipa o empresário.

O público-alvo, explica Francis, vai muito além dos cerca de 320 mil moradores de Cáceres e cidades vizinhas. A proximidade com Cuiabá, a cerca de 200 quilômetros, e a posição da cidade na BR-364 colocam a loja na rota de consumidores de outros estados — o mesmo efeito multiplicador vivido por Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, referência nacional em lojas francas terrestres. “O objetivo do free shop é trazer o turismo para Cáceres. Queremos trazer o turista para fazer a compra e aproveitar para conhecer o Pantanal, fazer um passeio de barco, pescar, tirar fotografias. É unir e criar uma sinergia com o turismo”, resume.

O desafio, admite, é aprender um negócio completamente novo. Diferentemente das motos e dos automóveis, que chegam por cadeias logísticas montadas pelas próprias fabricantes, no comércio de loja franca, o grupo precisou dominar do zero a negociação internacional e o calendário de compras — alguns fornecedores já exigem pedidos com meses de antecedência. A estratégia para proteger o preço final inclui consolidar cargas e escolher o modal mais adequado a cada operação. A aposta, porém, é a de que o efeito transborde os muros da loja e alcance hotéis, restaurantes, transporte e todo o comércio de Cáceres — e de que a cidade, que sonhou com as cidades gêmeas na década de 1980 e viu o parecer do Ipea confirmar o potencial em 2019, comece, em 2026, a colher os frutos.

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