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Gisela e Pivetta miram o Oeste e propõem nova etapa de desenvolvimento regional

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Projeto experimental do TRE-MT prevê recepção por responsável do local de votação, presença policial e acompanhamento no trajeto; cadastro termina nesta terça-feira (29)

Por Diário de Cuiabá

Mulheres vítimas de violência ou grave ameaça poderão contar com proteção especial para exercer o direito ao voto nas eleições gerais de 2026 em três municípios de Mato Grosso. A medida faz parte do projeto “Presença Segura”, criado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT).

A iniciativa é destinada a eleitoras, candidatas, mesárias e colaboradoras da Justiça Eleitoral que estejam em situação de violência ou grave ameaça e necessitem de condições especiais de segurança para comparecer ao local de votação.

Nesta fase, porém, o projeto funciona em caráter experimental e está restrito a duas zonas eleitorais: a 25ª Zona Eleitoral, responsável por Pontes e Lacerda, e a 48ª Zona Eleitoral, que abrange Cotriguaçu e Juruena.

As interessadas têm até esta terça-feira (29) para preencher o formulário eletrônico disponibilizado pela Justiça Eleitoral.

Após o cadastramento, a equipe da respectiva zona eleitoral entrará diretamente em contato com a mulher para informar o horário sugerido para comparecimento e o contato da pessoa responsável por recebê-la no prédio de votação.

ESCOLTA NO DIA DO VOTO – O esquema de proteção prevê acompanhamento no dia da eleição. A mulher cadastrada será recebida por um responsável pelo local de votação e por uma guarnição policial.

Depois de votar, ela será escoltada até seu meio de transporte. O projeto também prevê acompanhamento no trajeto de ida e volta, de acordo com a organização estabelecida pela rede de proteção.

A iniciativa envolve a atuação conjunta da Justiça Eleitoral, Ministério Público, Defensoria Pública, polícias Militar e Civil e demais integrantes da rede de enfrentamento à violência contra a mulher.

Segundo o corregedor regional eleitoral do TRE-MT, desembargador Marcos Machado, o projeto foi desenvolvido a partir da experiência do “Voto Seguro”, implantado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina.

“O projeto Presença Segura representa um importante passo para garantir que mulheres vítimas de violência ou de grave ameaça possam exercer o direito ao voto com segurança e tranquilidade”, afirmou.

Para o corregedor, a adesão das duas zonas eleitorais demonstra a busca da Justiça Eleitoral por mecanismos que permitam a participação das mulheres no processo eleitoral com segurança.

13 MIL MEDIDAS PROTETIVAS – O TRE-MT destaca que o projeto foi criado diante dos indicadores de violência contra as mulheres no Estado.

Em 2025, Mato Grosso ficou entre as dez unidades da Federação com maior número de feminicídios, com 54 registros, conforme dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp).

Neste ano, há 13.188 medidas protetivas vigentes no Estado envolvendo mulheres vítimas de algum tipo de violência, segundo informações do Instituto Caliandra.

O técnico judiciário da 25ª Zona Eleitoral, Danilo Santos de Freitas, explicou que o objetivo é evitar que uma situação de ameaça impeça a mulher de exercer seus direitos políticos.

“A ideia do projeto consiste em fazer com que a Justiça Eleitoral, em parceria com o Ministério Público, a Defensoria Pública, as Polícias Militar e Civil e toda a rede de enfrentamento à violência, ofereça às mulheres que se sintam ameaçadas em razão de uma situação de violência, ou que estejam sob medida protetiva, condições para exercerem seu direito ao voto no dia da eleição”, afirmou.

Segundo ele, as forças de segurança poderão atuar diretamente na proteção e no acompanhamento dessas eleitoras.

O projeto também contempla mulheres que atuam no próprio processo eleitoral, como candidatas, mesárias e colaboradoras da Justiça Eleitoral.

Nesta primeira experiência, o TRE-MT avaliará a aplicação do modelo nas três cidades atendidas pelo projeto.

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TJ livra de penhora apartamento onde vive mãe de ex-prefeito de Cáceres

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O fundador do Grupo Cometa inaugura no dia 19 de outubro a loja que coroa um sonho plantado na fronteira Brasil-Bolívia há mais de uma década

Por: Zakinews

À frente do Pantanal Free Shop está um nome que Cáceres conhece muito: Francis Maris Cruz, prefeito do município por dois mandatos, entre 2013 e 2020, e também fundador do Grupo Cometa, conglomerado que começou numa modesta loja de autopeças e se transformou em um dos maiores grupos empresariais do interior do Brasil — das concessionárias de veículos Hyundai e Volkswagen e das motos Honda, que hoje colocam cerca de 3.400 motos nas ruas a cada mês, ao agronegócio e a outros negócios espalhados por 5 estados (MT, MS, RO, AM e PA) e 358 municípios.

A história de Francis tem a marca das grandes trajetórias do empreendedorismo brasileiro. A renda da família vinha de pequenos negócios, a mãe fazia coxinhas e pastéis para vender, e chegou a tocar um bar em uma época em que não havia água encanada nem energia elétrica regular, a geladeira funcionava a querosene. Foi nesse cenário que, em 1973, ele abriu a Auto Peças Cometa, em Mirassol D’Oeste, o nome que batiza o grupo até hoje. Sem experiência, sem crédito e sem fornecedores, como ele mesmo resume aquele início, Francis construiu o império tijolo por tijolo. A primeira concessionária Honda surgiu em Vilhena (RO), em meados dos anos 80, e depois vieram Cáceres, Ji-Paraná e dezenas de outras cidades do Norte e Centro-Oeste, inclusive com formatos reduzidos para atender municípios pequenos, onde a rede envia mecânicos periodicamente.

É justamente esse empresário que, em 2013, no primeiro ano de sua gestão à frente da Prefeitura de Cáceres, colocou na pauta do 1º Encontro do Comitê de Integração Fronteiriça Cáceres-San Matías a proposta de buscar o estudo para transformar as duas cidades em gêmeas. Segundo relata, ainda naquele primeiro mandato articulou a participação da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) para demonstrar os vínculos econômicos, culturais e sociais do município de Cáceres com a cidade de San Matías (Bolívia), trabalho liderado pela saudosa professora Maria do Socorro Araújo e que, anos mais tarde, subsidiou o parecer técnico do Ipea e o enquadramento necessário para o reconhecimento de Cáceres como a 33ª cidade gêmea do Brasil.

O Pantanal Free Shop, que será inaugurado na próxima segunda-feira (19), recebeu investimento superior a R$ 20 milhões e ocupa uma área de 590 metros quadrados, com mais de 40 empregos diretos em vendas, estoque, administração e segurança. Serão 12 linhas de produtos, entre elas perfumes, cosméticos, bebidas, roupas, calçados, eletrônicos, alimentos, relógios, óculos, suplementos e itens de pesca. Essa última categoria não foi por acaso: “Vamos ter uma demanda muito grande para material de pesca porque estamos aqui no Pantanal”, antecipa o empresário.

O público-alvo, explica Francis, vai muito além dos cerca de 320 mil moradores de Cáceres e cidades vizinhas. A proximidade com Cuiabá, a cerca de 200 quilômetros, e a posição da cidade na BR-364 colocam a loja na rota de consumidores de outros estados — o mesmo efeito multiplicador vivido por Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, referência nacional em lojas francas terrestres. “O objetivo do free shop é trazer o turismo para Cáceres. Queremos trazer o turista para fazer a compra e aproveitar para conhecer o Pantanal, fazer um passeio de barco, pescar, tirar fotografias. É unir e criar uma sinergia com o turismo”, resume.

O desafio, admite, é aprender um negócio completamente novo. Diferentemente das motos e dos automóveis, que chegam por cadeias logísticas montadas pelas próprias fabricantes, no comércio de loja franca, o grupo precisou dominar do zero a negociação internacional e o calendário de compras — alguns fornecedores já exigem pedidos com meses de antecedência. A estratégia para proteger o preço final inclui consolidar cargas e escolher o modal mais adequado a cada operação. A aposta, porém, é a de que o efeito transborde os muros da loja e alcance hotéis, restaurantes, transporte e todo o comércio de Cáceres — e de que a cidade, que sonhou com as cidades gêmeas na década de 1980 e viu o parecer do Ipea confirmar o potencial em 2019, comece, em 2026, a colher os frutos.

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