Várzea Grande
Cilcinho cobra responsabilidade da prefeita e prioridade nos pagamentos após relato de morte de paciente atendida na UPA do Ipase
Várzea Grande
O vereador Cilcinho (PV) cobrou responsabilidade da prefeita e prioridade no pagamento de serviços essenciais de Saúde durante a sessão ordinária desta terça-feira (22), na Câmara Municipal de Várzea Grande.
Durante o pronunciamento, o parlamentar relatou o caso de uma paciente de 68 anos que, segundo ele, foi atendida na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Ipase com o rim paralisado e precisava realizar hemodiálise.
De acordo com o vereador, a UPA não dispunha do tratamento especializado, e a paciente precisava ser transferida para Cuiabá. Ainda conforme o relato apresentado em plenário, a mulher morreu durante o deslocamento em busca do atendimento.
“Com muita tristeza, depois de uma hora e meia, ela faleceu. Uma mãe de família de 68 anos não conseguiu atendimento na segunda maior cidade do estado. Estão brincando de fazer gestão? Isso é uma irresponsabilidade, deixar de pagar o que é prioridade”, afirmou Cilcinho.
O parlamentar ressaltou que a equipe da UPA realizou o atendimento disponível na unidade, mas não havia, no local, estrutura para a realização da hemodiálise. Diante do caso, ele cobrou da administração municipal mais responsabilidade na gestão e a regularização dos pagamentos aos prestadores de serviços especializados.
Durante a discussão, o presidente da Câmara Municipal, vereador Wanderley Cerqueira, afirmou que o Instituto Nefrológico de Mato Grosso (Inemat), responsável pelo atendimento de pacientes que necessitam de hemodiálise, estaria há oito meses sem receber pagamentos da Prefeitura.
“Cadê o dinheiro que estava aqui?”, questionou Wanderley Cerqueira, em referência ao conhecido quadro do programa Fantástico.
Os vereadores defenderam que os pagamentos dos serviços essenciais sejam tratados como prioridade pela administração municipal, para garantir a continuidade do atendimento aos pacientes que dependem de tratamentos especializados.
Ao final, Cilcinho cobrou providências da prefeita para a regularização dos repasses e afirmou que a gestão municipal precisa adotar critérios de prioridade no pagamento dos serviços essenciais de Saúde.
Várzea Grande
Enfermeiro Emerson cobra cumprimento do piso da enfermagem em Várzea Grande — Câmara Municipal
O vereador Enfermeiro Emerson cobrou, durante a sessão ordinária desta terça-feira (22), o cumprimento do piso nacional da enfermagem para os servidores da rede municipal de saúde de Várzea Grande. Segundo o parlamentar, nos últimos dois meses houve mudança na base de cálculo utilizada para o pagamento da complementação salarial, o que teria provocado prejuízos aos profissionais de carreira.
De acordo com Emerson, havia um entendimento prévio entre a Secretaria Municipal de Saúde e a comissão representativa da categoria de que o cálculo do piso deveria considerar o padrão inicial A1 da carreira dos profissionais da enfermagem do município, conforme as orientações do Ministério da Saúde.
O vereador afirmou ainda que os recursos destinados ao pagamento do piso são provenientes do governo federal. Segundo ele, caberia ao setor de Recursos Humanos da Secretaria Municipal de Saúde realizar o cadastramento correto das informações no sistema federal para garantir o repasse da complementação aos profissionais.
Ao final do pronunciamento, Enfermeiro Emerson informou que iria à Prefeitura, acompanhado de Felipe, representante da comissão da enfermagem, para solicitar a correção do procedimento.
A cobrança recebeu apoio de outros parlamentares durante a sessão. A vereadora Gisa Barros afirmou que a administração municipal não estaria cumprindo compromissos assumidos com diferentes setores, citando, além da questão do piso da enfermagem, pendências relacionadas a homologações judiciais e repasses a empresas prestadoras de serviços.
O vereador Alessandro Moreira parabenizou Enfermeiro Emerson pela iniciativa e relatou dificuldades enfrentadas no setor responsável pela gestão de pessoas. Segundo ele, uma servidora de carreira teria alertado a então gestão da Superintendência de Gestão de Pessoas sobre a necessidade de envio correto dos arquivos para a liberação da complementação salarial, mas não teria recebido o tratamento adequado.
Alessandro Moreira afirmou que os problemas administrativos resultaram no pagamento incorreto dos valores devidos à categoria. O vereador também declarou que a situação gera desgaste para a administração municipal e para a prefeita, que, segundo ele, tem defendido a valorização dos servidores e a estruturação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários.
Ainda conforme o parlamentar, a gestora mencionada durante o pronunciamento foi posteriormente desligada da função.
A Câmara Municipal poderá acompanhar os encaminhamentos junto à Prefeitura e à Secretaria Municipal de Saúde para verificar a regularização dos pagamentos.
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