Cidades
Prefeitura de Sinop inicia obras de asfaltamento no Chácaras Planalto e amplia frentes do pacote de pavimentação
Cidades
A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Obras e Serviços Urbanos, iniciou nesta segunda-feira (15) mais uma frente de trabalho do pacote de pavimentação asfáltica lançado pela administração municipal. Desta vez, os serviços começaram no bairro Chácaras Planalto, uma demanda aguardada há anos pelos moradores da região. As equipes iniciaram os trabalhos com a preparação da base da via, incluindo a retirada do subleito e os serviços necessários para compactação do solo, etapa fundamental para garantir a qualidade e durabilidade do pavimento.
O secretário de Obras e Serviços Urbanos, Lindomar Guida, destacou que a nova frente de trabalho atende uma determinação da gestão municipal para avançar simultaneamente com as obras em diferentes regiões da cidade.
“Chácaras Planalto é mais uma das regiões sendo beneficiadas com as obras dos 13 pontos. É uma determinação do prefeito Roberto Dorner e do vice-prefeito Paulinho Abreu dar sequência a essas obras no município. Estamos realizando a retirada do subleito para, em seguida, fazer as compactações necessárias e avançar para a aplicação do asfalto, levando esse benefício tão aguardado para a região”, destacou.
Gumensido Ferreira Lima, morador do bairro, comemora o início das obras e destaca os impactos positivos que o asfaltamento trará para a rotina da comunidade, especialmente na saúde e mobilidade dos moradores. “Vai ser ótimo para nós. No tempo da chuva é lama e buraco, agora na seca é poeira o dia inteiro. Isso prejudica muito, principalmente os idosos. Com o asfalto vai melhorar demais, acabar com esse problema e trazer mais qualidade de vida para todo mundo”, afirmou.
Segundo ele, a obra representa uma melhoria esperada há muitos anos pelos moradores do Chácaras Planalto. “Todo mundo está contente. Era uma coisa que a comunidade esperava e agora estamos confiantes de que esse problema vai acabar”, completou.
A obra integra a licitação que contempla 13 pontos de asfaltamento no município, somando mais de 120 mil metros quadrados de pavimentação, com investimento superior a R$ 38,2 milhões. O contrato é fiscalizado e acompanhado pela Secretaria de Obras e Serviços Urbanos.
Além do Chácaras Planalto, os trabalhos já ocorrem simultaneamente em outras frentes, como Estrada Dalva, Rua Alberto Baranjak, Estrada Claudete/Avenida Joaquim Socreppa e na Comunidade Adalgisa, contemplando a Estrada Ruth e a Estrada Cirineu Coan.
O objetivo é ampliar a infraestrutura urbana, melhorar a trafegabilidade e garantir mais qualidade de vida para os moradores das regiões contempladas.
Cáceres
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Por: Zakinews
À frente do Pantanal Free Shop está um nome que Cáceres conhece muito: Francis Maris Cruz, prefeito do município por dois mandatos, entre 2013 e 2020, e também fundador do Grupo Cometa, conglomerado que começou numa modesta loja de autopeças e se transformou em um dos maiores grupos empresariais do interior do Brasil — das concessionárias de veículos Hyundai e Volkswagen e das motos Honda, que hoje colocam cerca de 3.400 motos nas ruas a cada mês, ao agronegócio e a outros negócios espalhados por 5 estados (MT, MS, RO, AM e PA) e 358 municípios.
A história de Francis tem a marca das grandes trajetórias do empreendedorismo brasileiro. A renda da família vinha de pequenos negócios, a mãe fazia coxinhas e pastéis para vender, e chegou a tocar um bar em uma época em que não havia água encanada nem energia elétrica regular, a geladeira funcionava a querosene. Foi nesse cenário que, em 1973, ele abriu a Auto Peças Cometa, em Mirassol D’Oeste, o nome que batiza o grupo até hoje. Sem experiência, sem crédito e sem fornecedores, como ele mesmo resume aquele início, Francis construiu o império tijolo por tijolo. A primeira concessionária Honda surgiu em Vilhena (RO), em meados dos anos 80, e depois vieram Cáceres, Ji-Paraná e dezenas de outras cidades do Norte e Centro-Oeste, inclusive com formatos reduzidos para atender municípios pequenos, onde a rede envia mecânicos periodicamente.
É justamente esse empresário que, em 2013, no primeiro ano de sua gestão à frente da Prefeitura de Cáceres, colocou na pauta do 1º Encontro do Comitê de Integração Fronteiriça Cáceres-San Matías a proposta de buscar o estudo para transformar as duas cidades em gêmeas. Segundo relata, ainda naquele primeiro mandato articulou a participação da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) para demonstrar os vínculos econômicos, culturais e sociais do município de Cáceres com a cidade de San Matías (Bolívia), trabalho liderado pela saudosa professora Maria do Socorro Araújo e que, anos mais tarde, subsidiou o parecer técnico do Ipea e o enquadramento necessário para o reconhecimento de Cáceres como a 33ª cidade gêmea do Brasil.
O Pantanal Free Shop, que será inaugurado na próxima segunda-feira (19), recebeu investimento superior a R$ 20 milhões e ocupa uma área de 590 metros quadrados, com mais de 40 empregos diretos em vendas, estoque, administração e segurança. Serão 12 linhas de produtos, entre elas perfumes, cosméticos, bebidas, roupas, calçados, eletrônicos, alimentos, relógios, óculos, suplementos e itens de pesca. Essa última categoria não foi por acaso: “Vamos ter uma demanda muito grande para material de pesca porque estamos aqui no Pantanal”, antecipa o empresário.
O público-alvo, explica Francis, vai muito além dos cerca de 320 mil moradores de Cáceres e cidades vizinhas. A proximidade com Cuiabá, a cerca de 200 quilômetros, e a posição da cidade na BR-364 colocam a loja na rota de consumidores de outros estados — o mesmo efeito multiplicador vivido por Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, referência nacional em lojas francas terrestres. “O objetivo do free shop é trazer o turismo para Cáceres. Queremos trazer o turista para fazer a compra e aproveitar para conhecer o Pantanal, fazer um passeio de barco, pescar, tirar fotografias. É unir e criar uma sinergia com o turismo”, resume.
O desafio, admite, é aprender um negócio completamente novo. Diferentemente das motos e dos automóveis, que chegam por cadeias logísticas montadas pelas próprias fabricantes, no comércio de loja franca, o grupo precisou dominar do zero a negociação internacional e o calendário de compras — alguns fornecedores já exigem pedidos com meses de antecedência. A estratégia para proteger o preço final inclui consolidar cargas e escolher o modal mais adequado a cada operação. A aposta, porém, é a de que o efeito transborde os muros da loja e alcance hotéis, restaurantes, transporte e todo o comércio de Cáceres — e de que a cidade, que sonhou com as cidades gêmeas na década de 1980 e viu o parecer do Ipea confirmar o potencial em 2019, comece, em 2026, a colher os frutos.
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